Estatais federais têm rombo recorde de R$ 4,1 bilhões no pior 1º bimestre da história

Correios é uma das estatais em crise. O resultado negativo somente dos dois primeiros meses deste ano se aproxima do déficit registrado em todo ano passado

BRASIL

4/1/20261 min read

O Banco Central (BC) informou , no início desta semana, que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026.O termo “déficit” significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.Esse é o pior resultado para o primeiro bimestre de um ano da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2024 (R$ -1,36 bilhão).
O resultado negativo somente dos dois primeiros meses deste ano se aproxima do déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões.Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.

Correios -  situação de uma das estatais em crise

O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro. Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos.No acumulado até setembro de 2025, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões – e pode ter chegado a R$ 9,1 bilhões no ano fechado (resultado ainda não foi divulgado).Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa.O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.

FONTE: G1