Polícia investiga uso de IA para criar e vender nudes falsos de adolescentes em escola de MS
Alerta: menores de idade agindo não apenas como vítimas, mas também como autores de ilícitos digitais
MATO GROSSO DO SUL
2/28/20261 min read


A Polícia Civil investiga casos de deepfake envolvendo adolescentes em uma escola particular da capital Campo Grande. Segundo a denúncia de uma das vítimas, ouvida pelo g1, colegas são suspeitos de terem usado inteligência artificial (IA) para criar nudes falsos de alunas e vender as imagens manipuladas em grupos de mensagens.
Pelo menos cinco meninas teriam sido vítimas. Acompanhada da mãe, uma das adolescentes relatou ao g1 como descobriu a montagem feita por deepfake e os traumas após ver o rosto em um nude falso. As identidades da mãe e da menina foram preservadas.
"As montagens foram feitas por três colegas de turma. No momento que eu fiquei sabendo, na verdade eu senti muita raiva. Tem vezes que eu acordo e não lembro muito, tento esquecer. Só que tem vezes que eu me olho no espelho e eu me sinto suja. Eu sei que o corpo nas fotos não era meu, mas o rosto era", disse a menina.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaji). Conforme o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), o ato infracional apurado é tipificado como "participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual".
FONTE: G1MS
