Presidente da Unafisco foi ouvido pela Polícia Federal na condição de investigado

BRASIL

2/21/20262 min read

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kléber Cabral, foi ouvido pela Polícia Federal, nesta sexta-feira (20/2), na condição de investigado no inquérito das fake news. Ele falou aos investigadores por cerca de 1 hora.

Cabral foi intimado a prestar esclarecimentos, em processo sigiloso, após fazer críticas à operação contra auditores da Receita Federal devido a suspeita de vazamento de dados sigilosos de ministros do Superior Tribunal Federal (STF) e parentes. A determinação da oitiva foi de Alexandre de Moraes.

Em nota oficial, a Unafisco Nacional afirmou que “o auditor-fiscal Kleber Cabral, prestou depoimento, de modo remoto, à Polícia Federal. Ele foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na última quarta quarta-feira, 18 de fevereiro. Na ocasião, o presidente disse: é menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que alta autoridades da República.

A Unafisco criticou as medidas cautelares contra um auditor investigado por acessos ilícitos de dados da Receita. Em nota divulgada nesta terça-feira (17/02), a entidade condenou a imposição de restrições ao servidor no andamento das investigações, alegando o direito à “presunção de inocência” e disse ainda que auditores não podem ser “instrumentalizados” com a intenção de “deslocar o foco do debate público”.

“Os auditores-fiscais da Receita Federal não podem, mais uma vez, ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais ou disputas que não lhes dizem respeito. A instrumentalização de servidores públicos para deslocar o foco do debate público compromete a credibilidade das instituições e enfraquece o Estado de Direito. A Receita Federal é órgão de Estado e seus servidores não podem ser submetidos a exposição pública ou constrangimentos institucionais antes da conclusão das apurações”, diz a nota.

ENTENDA O CASO

Na ultima terça-feira (17) a Polícia Federal realizou operação contra suspeitos de vazamento de dados da Receita Federal envolvendo ministros do Supremos Tribunal Federal e seus familiares, incluindo a Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes , ministro que autorizou a operação, após pedido da Procuradoria-Geral da República. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Também foram determinadas medidas cautelares, sendo monitoramento por tornozeleira eletrônica , afastamento do exercício da função pública e o cancelamento dos passaportes.


FONTE: informações de Metrópoles e BBC News / FOTO: