Senado aprova projeto do governo que cria 17,8 mil novos cargos

0 impacto é de R$ 5,3 bilhões. Texto segue para sanção presidencial

BRASIL

3/11/20262 min read

O Senado aprovou nesta terça-feira (10) projeto que cria 17,8 mil cargos nos Ministérios da Educação (MEC) e no da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de virar lei.

O texto, apresentado pelo governo federal, terá impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026 – valor confirmado pelo MGI e pelo líder do governo no Congresso e relator da proposta, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

O senador afirmou que o texto beneficiará 270 mil servidores e que o montante que será gasto já está previsto na lei orçamentária deste ano e terá de ser incorporado no balanço dos próximos anos.

O Ministério da Gestão afirmou que, apesar de estarem previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, os valores "não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da realização ou finalização dos concursos".

O impacto da proposta nas contas públicas se divide da seguinte forma:

  • criação dos 17,8 mil cargos no MEC, incluídas as instituições federais, e no MGI: R$ 1,1 bilhão;

  • criação de um plano especial para os cargos do MEC: R$ 91,2 milhões;

  • reajuste das carreiras do Executivo: R$ 4,2 bilhões.

O projeto cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinou esta medida e acompanhou nesta terça a votação do texto no Senado.

O texto muda as regras para incentivar a qualificação, por exemplo, de professores que atuam em instituições federais- de escolas básicas e universidades. O incentivo, por meio do aumento da remuneração, acontece à medida que o servidor obtém uma formação acadêmica acima daquela exigida pelo concurso que o selecionou.

Pelo projeto, o novo programa vai incluir servidores com fundamental incompleto e considerar fatores como:

  • participação em grupos de trabalho e projetos de apoio à pesquisa;

  • recebimento de premiação;

  • assumir função de direção;

  • produção de conhecimento científico.

O projeto:

cria a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE). Com isso, servidores de funções de nível superior, de diferentes áreas, vão ser classificados por essa nova.

FONTE: G1/ FOTO: reprodução internet